A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) estruturou e enviou, em agosto, o Plano de Ações de Saúde para Enfrentamento ao El Niño, dividido nos anos 2026 e 2027, que prevê investimento total estimado de R$ 30,5 milhões em ações de vigilância em saúde no semiárido baiano.
A iniciativa coloca a Bahia em posição de destaque nacional no momento em que o Ministério da Saúde revelou, durante coletiva realizada nesta quarta-feira (16), que apenas 52% dos estados brasileiros atenderam à recomendação federal de enviar seus respectivos planos estaduais de emergência climática.
Com coordenação técnica do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (CIEVS Bahia) e do Vigidesastres, a estratégia baiana tem como objetivo organizar a rede estadual de saúde nas etapas de preparação, alerta, resposta e recuperação diante dos riscos climáticos e sanitários previstos para o biênio 2026/2027.
O plano estabelece um recorte territorial com 80 municípios prioritários no semiárido, selecionados com base no histórico de decretos de emergência, no índice de aridez e na vulnerabilidade de cada região. Esses municípios foram divididos em três blocos de severidade:
- o primeiro reúne 43 municípios na porção Norte do estado, área de maior criticidade climática;
- o segundo abrange 29 municípios da macrorregião de saúde Sudoeste;
- e o terceiro reúne 8 municípios distribuídos entre as macrorregiões Centro-Leste, Oeste e Sudoeste.
Do montante de R$ 30,5 milhões destinado às ações de vigilância dos Núcleos Regionais de Saúde (NRS) do semiárido, R$ 15,25 milhões já foram executados, com a outra metade programada até o final do exercício.
O plano elenca como populações prioritárias as comunidades rurais, quilombolas, indígenas e assentadas, além de crianças menores de 5 anos, idosos, gestantes e trabalhadores expostos ao ar livre.